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EAD: Uma (R)Evolução ou uma Regressão na Educação?

A evolução da tecnologia de comunicação e sua aplicação no processo educacional chegaram a um ponto tal, cujo limite está mais restrito à nossa criatividade que aos recursos tecnológicos disponíveis, já que a Internet é a síntese da convergência das mídias impressa, falada e televisionada, com interatividade e possibilidades infindáveis de recursos para o desenvolvimento de programas, jogos e exercícios, que podem fazer da aprendizagem algo prazeroso e desafiador, aproximando pessoas e desconsiderando distâncias; construindo o conhecimento e democratizando a educação de uma forma nunca antes imaginada.

A prática, contudo, não tem sido bem essa.

Vista como um método que afasta o professor do aluno ou como uma atividade secundária no negócio da educação, que reduz os custos e amplia os lucros, a Educação a Distância ainda utiliza os velhos paradigmas pedagógicos em larga escala, utilizando-se de recursos de última geração e plataformas LMS sofisticadas, mas, na prática, não difere muito da educação por correspondência da década de 40 do século passado, já que na grande maioria dos cursos acadêmicos on line simplesmente copiam apostilas em telas de apresentação, disponibilizam textos para download e substituem os antigos carteiros pelo e-mail, como forma de interatividade.

Mas o pior não é isso. Procura-se adotar modelos rígidos para a produção seriada de cursos, sem considerar quem está do outro lado e os recursos de que dispõe. O resultado tem sido catastróficos para a EAD. Os alunos criticam. Alguns detestam ou acham pouco funcional. Estudantes reivindicam o fim da EAD em manifestações de greve, como no caso da USP, uma universidade de referência nacional.

É curioso observar que os mesmos estudantes que não dispensam a Internet para construir seu conhecimento simplesmente abominam os cursos EAD, pois não conseguem dele tirar todo o proveito que a tecnologia permite. No fundo, eles não vêem os cursos a distância como uma evolução, mas como um retrocesso, já que o objetivo final é o lucro e não a transmissão do conhecimento.

Estudos realizados em 2008 pelas Universidades de Oxford e Oviedo para a CISCO, mostraram o Brasil em 38º lugar entre 42 países pesquisados, em matéria de qualidade da Internet, superando apenas Chipre, México, China e Índia. O ponto baixo ficou por conta da velocidade, já que 90% dos internautas navegam aqui com velocidade média de apenas 2Mpbs, contra a média mundial de 13 Mpbs. Isso significa que muitos recursos, principalmente vídeos e animações, não ocorrem na velocidade necessária para tornar uma aula on-line atraente, impondo restrições no uso de muitas tecnologias.

Por outro lado, quando a educação vira um comércio, alimentado pela valorização maior de títulos e diplomas sobre o conhecimento; a EAD passou a ser uma forma rápida e simples de se obter uma certificação, a um preço módico e a uma dedicação menor. Ou seja, mascara-se o ensino para, no fundo, vender um certificado que pode abrir portas para empregos públicos e privados.

As soluções encontradas pelas autoridades para conter esse comércio eletrônico de certificados, ainda que acanhadas, não têm ajudado muito no desenvolvimento da EAD. A exigência por parte do MEC de atividades presenciais complementares nos cursos superiores a distância, restringe seu raio de ação e a EAD perde em muito sua capacidade de difusão do conhecimento; além disso, tal medida não tem contribuído muito na melhoria da qualidade, mas tem refreado essa onda. Por outro lado, cursos bem estruturados e elaborados criteriosamente por algumas instituições, usando-se inteligentemente os recursos tecnológicos da informática, são de construção mais cara e esbarram em concorrências desleais, onde o marketing prevalece sobre a qualidade, dá prestígio a programas duvidosos e mascara a verdadeira intenção de tornar fácil o acesso a um título, num país onde o canudo vale mais que o conhecimento.

Não se pode nem se deve querer interromper o desenvolvimento da tecnologia aplicada à educação. Os novos métodos de ensino, como tudo que o homem cria, podem ser utilizados tanto para o bem como para o mal. Não há mais que se falar de um método certo ou errado, mas de um método adequado, conforme o perfil do público alvo e o conteúdo a ser transmitido. Ou seja, qualquer regra rígida irá prejudicar mais que ajudar. A certificação e o reconhecimento da qualidade do que é produzido em programas educacionais por cada instituição ou empresa pode ser um caminho a ser trilhado, desde que haja credibilidade e seriedade nesse trabalho. Oferecer um marketing público e não oneroso para os bons cursos pode ser uma forma de combater o mau uso da EAD e encorajar a todos a buscar a melhoria contínua da educação, da construção do conhecimento e da continuidade do processo de aprendizagem, essenciais ao desenvolvimento harmônico de um país continental com o nosso.

A convergência de mídias está aí, presente em nosso dia-a-dia, nos surpreendendo a cada momento. Televisão, computador, telefone, máquina fotográfica, jornais, revistas, cinema, gravadores de som e imagens, equipamentos e sistemas de medição e controle… Tudo isso em um só aparelho, portátil ou não; mas ao alcance de todos, em um só clique! A educação não pode mais desprezar esse momento da tecnologia.

Quando falamos em e-learning, educação on-line ou tele-presencial, ou simplesmente EAD, temos que entender que tal processo há muito ultrapassou as fronteiras da Pedagogia e considera a Comunicação, o Marketing e a Psicologia Comportamentalista como elementos essenciais para a educação através da Internet.

Todo o rio de teorias Ora, quando analisamos todo esse rio de teorias, verificamos que elas desembocam em um só oceano: O homem.

Verificamos que diversos fatores contribuem para a aprendizagem de adultos e crianças e que eles devem ser levados em conta para que possamos ter o máximo de aproveitamento.

Aprendemos também que, graças aos recursos da Internet, diversas ferramentas podem ser utilizadas para o ensino e que sua aplicação está relacionada não só às características do conteúdo, como também ao perfil do treinando. Por outro lado, não podemos dispensar a presença física do mestre não só durante a infância, como também para pessoas que não adquiriram ainda os conhecimentos fundamentais para sozinhas interagirem com um computador.

No outro extremo também podemos dizer que pesquisadores e cientistas não mais se interessam na construção de um conhecimento que de certa forma já dominam, através de cursos em modelos estruturados de difusão e comunicação; preferindo a Internet para a troca de experiência com seus pares e a apresentação de seus trabalhos científicos.

A ilustração a seguir mostra as áreas em que a educação via Internet sofre restrições ou são perfeitamente aplicáveis.

Considerando que a educação requer a liderança de um mestre e seguindo a linha de Hersey e Blanchard, nós observamos que não só a maturidade e o nível de conhecimento devem ser considerados mas um conjunto muito maior de fatores, para que a comunicação se efetive e proporcione ao aluno um maior prazer ao estudar e o motive a continuar seus estudos mesmo após a conclusão do curso.

Assim, unimos tudo em uma só estrutura e dessa união resultou na figura a seguir, para a qual pedimos toda a sua atenção a fim de que você possa tirar suas próprias conclusões.

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